Villa Flora

A agricultura urbana tem muitas vantagens sobre o AGRO neoliberalAtualmente, o agronegócio é responsável por 21,6% do PIB brasileiro, segundo o Ministério da Agricultura. Preocupados com questões como logística, estrutura e desafios comerciais como o vaivém das commodities no mercado internacional, a questão da sustentabilidade acaba não sendo prioridade para o setor como um todo.

Pensando nisso, a então estudante de arquitetura, Marina Palmito,  propôs um projeto  de uma Agro-vila que consolidava a junção territorial e a continuidade ambiental do bairro onde ela era moradora – o “Villa Flora” – em Sumaré, região metropolitana de Campinas, São Paulo. O vídeo abaixo mostra o resultado desse trabalho.

A prospecção feita pela estudante contemplou uma série de programas arquitetônicos organizados sobre o território, dentre eles um clube náutico recreativo, que foi tema desta disciplina no bimestre passado.

O projeto compreendia também um edifício para abrigar pesquisadores sobre a permacultura e a agricultura urbana, bem como as ações de guarda e difusão de conhecimentos para o público em geral. 

Prospecção

A Permacultura foi desenvolvida na década de 70 por Bill Mollison e David Holmgren na Tasmânia, como uma resposta ao sistema industrial e agrícola da época. Bill e David organizaram a agricultura ancestral, as habilidades, a sabedoria tradicional e a moderna e criaram a palavra Permacultura. A Permacultura tem como base a ecologia e é um instrumento utilizado para a criação de sistemas humanos sustentáveis, valorizando e unindo os seguintes pontos:

      • Conhecimento tradicional;
      • Agricultura ancestral;
      • Construções eficientes;
      • Equilíbrio (mental, físico e espiritual);
      • Diversidade;
      • Recursos naturais e sustentabilidade
Visão do complexo eólico da proposta, próximo à avenida de acesso.

Reunindo os Princípios da Permacultura aos conhecimentos Científicos e Tecnológicos e também aos Conhecimentos Ancestrais, torna-se possível desenvolver técnicas de utilização consciente dos recursos naturais, como o solo e a água!

 

Chamamos estas técnicas de Tecnologias Sociais, pois elas são simples, eficientes, de baixo custo e de baixo impacto ambiental.  O edifício rural deverá abrigar espaços para o desenvolvimento, o acúmulo e a difusão de tais tecnologias, para a aplicação na comunidade assentada no projeto (cerca de 9500 pessoas) e sua replicação exemplar em outras comunidades. 

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